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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Exportações crescem puxadas por bens industrializados em janeiro

Embarques totalizaram US$ 17 bilhões, valor recorde histórico para o primeiro mês do ano. O resultado foi impulsionado pela venda de manufaturados, cuja elevação atingiu 23,6%

            No primeiro mês do ano, o superávit da balança comercial alcançou US$ 2,8 bilhões, o segundo melhor resultado da série histórica, iniciada em 1989, para meses de janeiro. Os dados foram divulgados hoje pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). As exportações totalizaram US$ 16,968 bilhões, resultado recorde para o período e que representou um crescimento de 13,8% em relação a janeiro de 2017. As importações somaram US$ 14,199 bilhões, com um aumento de 16,4% na comparação o mesmo mês do ano passado.
         As exportações tiveram crescimento tanto em relação aos preços (0,81%) quanto às quantidades (12,9%), em todas as categorias de produtos. Entretanto, o resultado positivo foi puxado especialmente pela venda de manufaturados, que no período registraram alta de 23,6%. “Esse aumento das quantidades exportadas está principalmente relacionado ao aquecimento da demanda mundial”, explica o diretor de Estatísticas e Apoio às Exportações, Herlon Brandão. “O PIB mundial cresceu mais de 3% em 2017 e espera-se que ocorra crescimento nessa ordem em 2018”, acrescenta.
         Houve crescimento nos embarques de aviões (474%), óleos combustíveis (323%), açúcar refinado (294%) e máquinas para terraplanagem (171%), entre outros produtos. “A economia mundial aquecida demanda produtos brasileiros. Por outro lado, o Brasil tem aumentado a sua produção, principalmente de bens agrícolas, de petróleo, de minério. O investimento nessas áreas faz com que o país tenha excedente para ser exportado”, afirma Brandão.
         O mês de janeiro também apresentou resultado expressivo nas importações, que tiveram aumento, em volume, de cerca de 10%. Cresceram nesse período as compras de combustíveis e lubrificantes (96,3%), de bens de consumo (19,2%), de bens de capital (11,4%) e de bens intermediários (5,8%).
        A expectativa é que as importações se mantenham aquecidas ao longo do ano.  “Esperamos que as importações cresçam a taxas superiores a das exportações em 2018. A expectativa de crescimento do PIB é de 3%, o que deve incentivar a importação de bens. Isso vai fazer com que o saldo anual diminua, mas ainda positivo e entre os maiores da história, na casa dos US$ 50 bilhões”, explica Brandão.
Destinos e origens
         Os cinco principais compradores de produtos brasileiros foram China (US$ 3,366 bilhões), Estados Unidos (US$ 2,247 bilhões), Argentina (US$ 1,205 bilhão), Países Baixos (US$ 871 milhões) e Chile (US$ 540 milhões). Os principais mercados fornecedores, em janeiro, foram China (US$ 2,844 bilhões), Estados Unidos (US$ 2,390 bilhões), Alemanha (US$ 876 milhões), Argentina (US$ 727 milhões) e Coreia do Sul (US$ 540 milhões).

Refis Estadual já rende mais de R$ 4 milhões aos cofres públicos

         O Governo do Tocantins já arrecadou cerca de R$ 4,3 milhões nos primeiros 15 dias de negociações no Programa de Recuperação de Créditos Fiscais (Refis), edição 2018. Desse total, mais de R$ 3 milhões são resultado do Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA) e mais de R$ 1 milhão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A previsão da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), com a realização do Refis, é recuperar cerca de R$ 50 milhões à vista e parcelar, aproximadamente, R$ 150 milhões.

           Referente ao IPVA, 5.124 pessoas já aderiram ao parcelamento, totalizando R$ 3.171.803,17 milhões, o que representa 2% de uma dívida que, hoje, está na casa dos R$ 126 milhões. Quanto ao ICMS, o valor exato do recolhimento foi de R$ 1.251.220,00, referente a 220 processos. Os demais débitos tributários e não tributários que entraram no Programa ainda estão sendo contabilizados.
Negociações
        Para o contador Alessandro Sobrinho, com o lançamento dos Refis, três empresas que ele representa aderiram às negociações e aos parcelamentos. “Nós fazemos todas as negociações e os parcelamentos, cabendo, aos empresários, os pagamentos das parcelas”, afirmou. Dono de uma empresa do ramo de móveis planejados, o empresário José Lustosa conseguiu descontos nos juros e na multa referente ao ICMS. Com isso, a dívida de R$ 1.413,21 caiu para R$ 770,60 com pagamento à vista. “Já havia participado do Refis há alguns anos. Achei muito boa a iniciativa do Governo, principalmente neste momento financeiro”, afirmou.
          Quem também aproveitou os descontos oferecidos, pelo Governo do Tocantins, foi o mecânico José Neto. Segundo ele, dívidas recorrentes de uma antiga motocicleta que não está mais em sua propriedade o impediam de realizar outras transações comerciais. “Tive um desconto de 30%. Agora, é pagar e dar baixa na documentação”, afirmou.
Saiba Mais
           A oportunidade de quitar ou renegociar débitos tributários e não tributários com a Receita Estadual será, neste ano, entre os dias 15 de janeiro e 2 de março, por meio do Programa de Recuperação de Créditos Fiscais (Refis), promovido pelo Governo do Estado. O último Refis realizado pelo Governo do Tocantins ocorreu em novembro de 2016 e arrecadou em torno de R$ 26 milhões à vista e cerca de R$ 90 milhões parcelados. A próxima edição do Refis só acontecerá dentro de quatro anos, conforme deliberação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
          Os interessados em aderir ao Refis devem procurar as unidades de atendimento da Sefaz em Palmas ou no interior do Estado. A lista com os endereços e telefones dos locais estão disponíveis no site www.sefaz.to.gov.br/institucional/delegacias-regionais. Para mais informações e/ou dúvidas sobre o Refis, o telefone para contato é o (63) 3218-1545.

Confiança dos MPEs termina janeiro com 54,6 pontos e inicia 2018 com otimismo, mostra indicador do SPC Brasil e CNDL

51% dos MPEs estão otimistas com a economia nos próximos seis meses. 49% acreditam que o faturamento de seus negócios crescerá

            O Indicador de Confiança da Micro e Pequena Empresa (MPE) atingiu 54,6 pontos em janeiro, acima dos 51,1 pontos no último mês de dezembro, segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Pela quarta vez seguida, o resultado ficou acima dos 50 pontos, indicando que o clima de otimismo tem prevalecido entre os entrevistados. Pela metodologia, o indicador varia de zero a 100, sendo que, acima de 50 pontos, reflete confiança desses empresários e, abaixo dos 50 pontos, reflete desconfiança com os negócios e com a economia.
                “Tanto a avaliação do cenário atual quanto as expectativas para futuro cresceram neste início de ano, com destaque para o crescimento do segundo componente”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro. “A recuperação econômica em curso contribui para a melhora do humor dos empresários. A percepção do cenário atual já é bem melhor do que a observada no início de 2017. Se confirmadas as expectativas ao longo de 2018, a confiança poderá consolidar-se acima do nível neutro, quem sabe encorajando os micro e pequenos empresários ao investimento e, por consequência, iniciando um ciclo virtuoso para a economia”, analisa.
               O Indicador de Confiança é composto pelo Indicador de Condições Gerais e pelo Indicador de Expectativas. Por meio da avaliação das condições gerais, busca-se medir a percepção dos micro e pequenos varejistas e empresários de serviços sobre os últimos seis meses. Já através das expectativas, busca-se medir o que se espera para os próximos seis meses.
Indicador de Condições Gerais avança de 34,2 pontos para 41,6 pontos em um ano
            O Indicador de Condições Gerais, que avalia o retrospecto do micro e pequeno empresário sobre o desempenho de suas empresas e da economia nos últimos seis meses, subiu de 34,2 pontos em janeiro de 2017 para 41,6 pontos em janeiro de 2018. Como o índice continua abaixo do nível neutro de 50 pontos, significa que os empresários ainda não enxergam os últimos seis meses de forma favorável, embora o crescimento do índice aponte uma interrupção na trajetória de piora.
          Na abertura do indicador, tanto a avaliação regressa de seus negócios quanto da economia, apresentaram melhora na variação anual. No primeiro caso, passou de 37,4 pontos para 44,9 pontos na escala. Já para o desempenho recente da economia, a evolução positiva foi de 31,0 pontos para 38,4 pontos.
           Em termos percentuais, 50% dos micro e pequenos empresários sondados consideram que as condições da economia brasileira pioraram nos últimos seis meses. Apesar de elevado, o número alcançou 63% em janeiro de 2017. Já a proporção dos que notaram melhora da economia marcou 23% em janeiro.
51% dos MPEs estão otimistas com o futuro da economia do país
          O Indicador de Expectativas, que serve de parâmetro para avaliar o que os empresários aguardam para o futuro, ficou em 64,4 pontos em janeiro de 2018, contra 59,0 observados em dezembro de 2017 e dos 63,6 pontos que marcara em janeiro de 2017.
           De acordo com o levantamento, 51% dos micro e pequenos empresários estão em algum grau confiantes com o futuro da economia do país contra 18% de pessimistas. Quando essa análise se restringe à realidade da sua própria empresa, o índice cresce e atinge 64% dos empresários otimistas contra um percentual de 8% que manifestaram pessimismo com o futuro de seus negócios.
             Apesar da confiança dos empresários no desempenho da economia, na maior parte dos casos, os entrevistados não sabem explicar as razões: 40% desses empresários admitiram não saber o porquê de seu otimismo, apenas acreditam que coisas boas devem acontecer. A mesma razão é citada por 26% dos micro e pequenos empresários que estão otimistas com seus negócios.
           Entre os que estão otimistas com a economia, há também 38% que já notam a melhora de alguns indicadores econômicos e 16% que o País tem um amplo mercado consumidor. Já entre os que imaginam que suas empresas terão um horizonte positivo nos próximos seis meses, 35% confiam na boa gestão que fazem do negócio, medida que os fazem se distanciar dos efeitos da crise, na opinião desses entrevistados.
       Em sentido oposto, entre os pessimistas com a economia, a questão política também ganha protagonismo, revelando que a incerteza no campo político afeta as perspectivas econômicas de 69% dos desses entrevistados. Dentre os pessimistas com o próprio negócio, 48% afirmam que o volume de vendas está baixo e 30% consideram difícil empreender no Brasil.
         Outro dado investigado pelo levantamento foi o faturamento das empresas. A maior parte (49%) dos micro e pequenos empresários acredita que o faturamento poderá crescer. Outros 41% acham que ele não se alterará ao longo deste primeiro semestre do ano, contra apenas 6% dos que esperam queda das receitas.
Metodologia
        O Indicador e suas aberturas mostram que houve melhora quando os pontos estiverem acima do nível neutro de 50 pontos. Quando o indicador vier abaixo de 50, indica que houve percepção de piora por parte dos empresários. A escala do indicador varia de zero a 100. Zero indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais da economia e dos negócios “pioraram muito”; 100 indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais “melhoraram muito”.
  Baixe a íntegra do Indicador de Confiança MPE e a série histórica no link: https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos
Fonte: CNDL

Tocantins apresentou saldo positivo de quase 4 mil empregos em 2017

            O Tocantins fechou o ano de 2017 com saldo positivo de 3.759 empregos gerados, um aumento de 2,18% quando comparado com o ano de 2016, que teve saldo negativo de 4.043 postos de trabalho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na sexta-feira, 26, e confirmam a melhoria do mercado de trabalho no ano passado. 

        Depois de dois anos de quedas fortes no saldo acumulado, 2017 fechou com estabilidade e confirma tendência de recuperação do emprego formal, tanto no Brasil quanto no Tocantins. Em 2016, o Estado apresentou um saldo negativo de 4.043 vagas, e em 2015, teve queda de 2.198 postos de trabalho.
            Para a secretária de Estado do Trabalho e da Assistência Social, Patrícia do Amaral, os números transmitem otimismo, apontando para um 2018 ainda mais positivo para a economia do Estado e principalmente para as famílias tocantinenses. “O Governo do Estado tem atuado em todos os segmentos das pastas para atrair empregos, investidores, geração de renda”, exemplificou.
Dados de dezembro de 2017
           Em relação ao mês de dezembro de 2017, o saldo foi negativo em 1.555 vagas de emprego, onde todos os setores tiverem mais demissões do que contratações, principalmente os setores da construção civil, indústria da transformação e dos serviços. Contudo, essa situação é considerada historicamente normal para o período. De 2003 a 2017, todos os meses de dezembro tiveram saldo negativo no Tocantins, o que também pode ser observado a nível nacional. Tal situação se justifica principalmente devido ao encerramento dos contratos temporários que ocorrem geralmente neste mês, embora os trabalhadores fossem admitidos em outubro para o período natalino.
Setores da Economia que mais geraram empregos em 2017
         No ano de 2017, os setores que mais geraram emprego no Tocantins foram o da construção civil, com saldo positivo de 1.410 postos de trabalho, e o de Serviços, com 1.302. Resultados bem superiores ao do ano de 2016, quando se registrou saldo negativo de 59 postos de trabalho na Construção Civil e 1.303 nos Serviços.
        Já o setor que mais fechou postos de trabalho no ano passado foi a Indústria da Transformação, com uma baixa de 416 vagas. Ainda assim, o resultado deste setor é superior ao registrado no ano de 2016, que fechou com menos 1.104 vagas de emprego.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

ATM se une a UFT para oferecer Mestrado aos prefeitos e servidores municipais

                 A Associação Tocantinense de Municípios (ATM) se uniu em parceria com a Universidade Federal do Tocantins (UFT) para ofertar aos seus associados algo inédito na história da entidade municipalista: vagas aos prefeitos e servidores municipais para o ingresso em Mestrado Profissional em Gestão de Políticas Públicas (Gespol), com Área de Concentração em Gestão e Avaliação de Políticas Públicas. O curso é reconhecido pelo PARECER CNE/CES 45/2013.

           Segundo o edital, o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Gestão em Políticas Públicas oferece 10 (dez) vagas, sendo: 
 

  • 02 (duas) vagas para membros efetivos da ATM – para essas vagas os concorrentes deverão ser prefeito(a) e associado(a) efetivo da ATM:
  • 01 (uma) vaga para servidores públicos municipais efetivos de cidades do Tocantins com até 50 mil habitantes – para essa vaga os interessados deverão ser servidor efetivo do Município; não estar em estágio probatório e pertencer ao Município que possuiu população abaixo de 50 mil habitantes (a população considerada será do último Censo Demográfico do ano de 2010, para efeito de consideração de quais municípios são beneficiados para concorrerem a esta vaga específica); 
  • 01 (uma) vaga para servidor da ATM – para essa vaga o concorrente deverá ser membro do quadro de colaboradores da entidade municipalista;
  • 05 (cinco) vagas para servidores efetivos do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TER-TO); 
  • 01 (uma) vaga para servidores técnicos administrativos da Universidade Federal do Tocantins. 

           A ATM destaca que o período de inscrições será de 01/02/2018 à 23/02/2018, e que os interessados já podem organizando a documentação solicitada no Edital do processo seletivo.

                Todos os detalhes podem ser conferidos no Edital N° 04/2017 – GESPOL/UFT  .

               A entidade municipalista destaca que o Edital possue ratificação –  Edital Ratificado . 


      Fonte: ATM/TO

Reforma da previdência é importante para 66% dos empresários, revela levantamento do SPC Brasil e CNDL

Para 79% dos líderes empresariais, mudanças atuais na política econômica também são importantes. Combate a corrupção e diminuição da carga tributária devem ser prioridades do próximo presidente; 24% defendem candidato com experiência na política, enquanto 21% preferem alguém do meio empresarial

               Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com líderes empresarias dos ramos do comércio e serviços revela que a maior parte da classe empresarial avalia de forma positiva as mudanças na política econômica do atual governo. Segundo o levantamento, 66% dos entrevistados consideram importante a aprovação da reforma da previdência, discussão que vem sendo tratada como prioridade pelos poderes executivo, legislativo e por especialistas na área fiscal. Para 27% a reforma não é importante, ao passo que 7% não têm uma opinião formada a respeito.
         De modo geral, as mudanças recentes na política econômica do governo são consideradas importantes para 79% dos empresários consultados contra 13% que rejeitam a importância dessas ações. Os que defendem que o próximo presidente dê continuidade a agenda de mudanças na condução da economia formam 75% dos empresários, ainda que 70% considerem necessário algum tipo de correção nas medidas.
         O mesmo estudo aponta ainda que 70% dos comerciantes e empresários que atuam no segmento de serviços consideram importante a recente reforma trabalhista contra 23% de reprovação. No caso da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que estipula um teto de gastos do governo, são 73% que avaliam a medida como importante.
              Para o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, a reforma da previdência é um tema que gera polêmica, mas que não pode ser tratado como tabu. “A evolução da situação demográfica brasileira e o orçamento deficitário público agravado nos últimos anos já influenciam a opinião pública de que o Brasil terá de fazer mudanças profundas, duras e necessárias. Ainda que os empresários discordem de alguns pontos, a reforma da previdência é algo inevitável”, explica o presidente.
          Combate a corrupção e diminuição da carga tributária devem ser prioridade do próximo presidente, defendem empresários
            Faltando pouco menos de nove meses para o país escolher um novo presidente, a pesquisa do SPC Brasil e da CNDL também procurou investigar o que os líderes empresariais esperam do novo político que comandará o Brasil pelos próximos anos. De modo geral, os empresários mostram-se divididos: 39% estão indiferentes, 27% otimistas e 20% pessimistas com o resultado que sairá das urnas. A nota média para a esperança de que o Brasil vai melhorar depois das eleições é de 5,6 pontos em uma escala que varia de zero a 10.
Na avaliação dos empresários consultados, as três prioridades do próximo presidente eleito devem ser ampliar e apoiar medidas de combate à corrupção (55%), promover políticas de redução de impostos e da carga tributária (40%) e redução dos juros (34%), medida que fortalece a concessão de crédito e o consumo.
       Empresários desejam um candidato voltado à realização de projetos, mas mostram-se divididos entre político experiente e algum candidato do ramo empresarial
           Quanto às habilidades pessoais do candidato a presidente da República, os empresários defendem um perfil de alguém que ‘ponha a mão na massa’ e toque projetos transformadores na saúde, educação e obras de infraestrutura, opção citada por 45% dos empresários ouvidos. Há ainda 25% de entrevistados que defendem um presidente próximo do povo.
        Se por um lado, 24% dos entrevistados defendem que o próximo presidente seja um político experiente, outros 21% optam por alguém que seja do ramo empresarial e que tenha trajetória de sucesso em seu segmento.
     Indagados sobre as características pessoais mais importantes que esperam do próximo presidente, 58% defendem que ele seja honesto. Para 31%, é importante que ele cumpra suas promessas de campanha e 30% têm a esperança de que ele seja ‘pulso firme’ e determinado em suas convicções.
             Em sentido oposto, estar envolvido em escândalos de corrupção (60%), ficar ‘em cima do muro’ na hora de emitir opiniões ou não ter opiniões próprias (22%), ser distante da população (19%) e intolerante com minorias (16%) são os fatores mais pesam para o empresário não votar em um determinado candidato.
            Para o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, embora ainda haja muita incerteza associada às próximas eleições presidenciais, os sinais de recuperação da atividade econômica são animadores e podem marcar o início de um ano melhor no país. “Eleições costumam trazer um componente de imprevisibilidade sempre capaz de afetar o humor dos mercados, em maior ou menor grau. Mas os sinais recentes de recuperação da economia podem minimizar essa preocupação. As projeções para o PIB em 2018 são positivas e a confiança dos agentes econômicos está voltando, assim como os níveis de consumo vêm mostrando reação. O fundamental no momento, é que o Brasil se mantenha no curso das reformas estruturais, pois essa será a base para voltarmos a ter um ambiente de negócios de crescimento, gerando empregos e construindo um novo ciclo de prosperidade”, afirma Costa.
Metodologia
         A pesquisa ouviu 822 líderes empresariais de todos os portes que atuam nos segmentos do comércio e serviços nas 27 capitais brasileiras. A margem de erro é de no máximo 3,4 pontos percentuais para uma margem de confiança de 95%.
Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas
Fonte: CNDL

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Balança comercial tem superávit de US$ 345 milhões

O valor é resultado de exportações de US$ 3,766 bilhões e importações de US$ 3,422 bilhões na terceira semana de janeiro

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 345 milhões na terceira semana de janeiro. O valor é resultado de exportações no valor de US$ 3,766 bilhões e importações de US$ 3,422 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 10,840 bilhões e as importações, US$ 9,003 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,837 bilhão.
A média das exportações da 3ª semana chegou a US$ 753,3 milhões, 4,2% abaixo da média de US$ 786 milhões até a 2ª semana, em razão da queda nas exportações das três categorias de produtos: semimanufaturados (-4,9% em razão de ferro-ligas, celulose, ouro em formas semimanufaturadas, ferro fundido e semimanufaturados de ferro e aço), básicos (-4,5% por conta de petróleo em bruto, milho em grão, farelo de soja, soja em grão e minério de cobre) e manufaturados (-3,8% em razão, principalmente, de torneiras, válvulas e partes, motores e turbinas para aviação, tubos de ferro fundido e tubos flexíveis de ferro e aço).
Do lado das importações, houve crescimento de 10,4% na média da 3ª semana (US$ 684,3 milhões) comparada com a média até a 2ª semana (US$ 620,1 milhões), explicada, principalmente, pelo aumento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, adubos e fertilizantes, siderúrgicos e filamentos e fibras síntéticas e artificiais.
No mês
Nas exportações, comparadas as médias até a 3ª semana de janeiro de 2018 (US$ 774,3 milhões) com a de janeiro de 2017 (US$ 677,6 milhões), houve crescimento de 14,3%, em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: manufaturados (+17,8%, por conta de máquinas e aparelhos para terraplanagem, torneiras, válvulas e partes, tubos flexíveis de ferro e aço e motores e turbinas para aviação); básicos (+15,3% por conta, principalmente, de petróleo em bruto, milho em grão, soja em grão, algodão em bruto e fumo em folhas); e semimanufaturados (+4,4% por conta de celulose, semimanufaturados de ferro e aço, alumínio em bruto, catodos de cobre e ferro fundido).
Nas importações, a média diária até a 3ª semana de janeiro de 2018 (de US$ 643,1 milhões) ficou 16% acima da média de janeiro de 2017 (US$ 554,4 milhões). Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com químicos orgânicos e inorgânicos (+56,8%), combustíveis e lubrificantes (+43,9%), veículos automóveis e partes (+42%), plásticos e obras (+29,1%) e  equipamentos elétricos e eletrônicos (+19,8%). 

Governo do Tocantins inicia elaboração da Política Estadual de Resíduos Sólidos

            A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), enquanto responsável pelo desenvolvimento de políticas públicas ambientais estaduais, deu o primeiro passo para a elaboração da Política Estadual de Resíduos Sólidos do Tocantins, com a assinatura da ordem de serviço para contratação de consultoria especializada para apoio na redação do documento, ferramenta normativa de planejamento e gestão ambiental que norteará a tomada de decisão do Estado com relação à gestão adequada dos resíduos sólidos.

               Durante a assinatura, realizada nesta terça-feira, 23, no gabinete da Semarh, foram debatidas as expectativas quanto à elaboração da política e os desafios a serem considerados frente à atual conjuntura do Tocantins, demonstrada com detalhes no Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS-TO), finalizado e apresentado em 2017. A contratação se deu via processo licitatório e a duração total do contrato é de 120 dias.

              O consultor contratado, Fabrício Soler, ressaltou a necessidade de se criar esse arcabouço legal para que os municípios sejam direcionados. “A Política deve refletir os anseios dos gestores, de acordo com a sua realidade, seguir as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos e apresentar inovações que tragam soluções para a questão, como a sustentabilidade econômica financeira do serviço de limpeza urbana”, declarou.
                Fabrício Soler é advogado, especializado em Direito dos Resíduos e Direito Ambiental, entre outras, e possui vasta experiência na área, incluindo apoio na elaboração da Política Nacional de Resíduos Sólidos, acordos setoriais, logística reversa, responsabilidade compartilhada e pós-consumo, parcerias público-privadas e concessões na área de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.

            A titular da Semarh, Meire Carreira, lembrou que o manejo inadequado dos resíduos, que conseqüentemente está atrelado à questão dos lixões na maioria dos municípios do estado, é um dos maiores desafios não só ambientais, mas também sociais e econômicos a serem enfrentados. Além disso, Meire colocou a elaboração da Política Estadual de Resíduos Sólidos como uma prioridade do Governo do Estado que “traz um marco regulatório que vai comungar com nosso o Plano Estadual de Resíduos Sólidos”, pontou a titular.
             “Nós conhecemos a realidade e vamos trabalhar nesse marco legal que é fundamental para trazer um direcionamento tanto técnico, que nós já temos com o PERS, como legal. Nossa intenção é inovar nessa Política, considerando os instrumentos e diretrizes da Política Nacional, mas considerando os direcionamentos trazidos pelo Plano, trazer uma solução voltada para a formação de consórcios intermunicipais e para a sustentabilidade econômica da gestão dos resíduos sólidos”, afirmou a secretária.

Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços anuncia R$ 40 milhões de investimentos para sistema brasileiro de propriedade industrial

Recursos virão da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que firmou hoje acordo de cooperação com o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e com o MDIC

             O sistema brasileiro de propriedade industrial passará por ampla modernização nos próximos três anos. Sob a coordenação do ministro interino da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) firmou hoje parceria para receber até R$ 40 milhões em investimentos, com objetivo de reduzir o estoque e patentes (backlog) atual e reformular processos com vistas ao aumento de eficiência nas análises futuras. .
            “Desde o início desta gestão temos coordenado um amplo trabalho de reformulação do sistema de propriedade industrial, com medidas como a contratação de pessoal e a aproximação com outros escritórios de marcas e patentes. Estamos empenhados em alcançar patamares internacionais”, explicou o Marcos Jorge.
          O aporte ocorrerá por meio de Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O objetivo é melhorar a infraestrutura tecnológica do órgão, revisar processos finalísticos e assegurar novos patamares operacionais para o fluxo de depósitos de patentes, garantindo convergência com as práticas internacionais.
            “A ABDI tem entre suas metas auxiliar o MDIC na execução de políticas de apoio à indústria e o INPI impacta diretamente esse trabalho. Com esse acordo, a ABDI cumpre seu papel e ajuda o desenvolvimento da indústria e a inovação no país”, explicou o presidente da ABDI, Guto Ferreira.
            O ACT estabelece, em seu plano de trabalho, três principais áreas de atuação: apoio à solução do backlog de patentes, modernização dos processos de exames de patentes e geração de inteligência competitiva. “O ACT assinado hoje vai garantir a modernização tecnológica do instituto, colaborando com o aumento da produtividade”, garante o presidente do INPI, Luiz Otávio Pimentel.
          Entre 2018 e 2020, os órgãos envolvidos deverão trabalhar na digitalização de documentos e processos, criação de soluções tecnológicas para gerenciar informações e tráfego de dados, mapear e solucionar gargalos e reformular processos finalísticos. Também fazem parte do cronograma, entre outras ações, criar novos procedimentos e elaborar estudos e análises de oportunidades no campo da propriedade industrial.
Recorde
           A assinatura do acordo é mais um avanço no grande esforço liderado pelo MDIC para modernizar o INPI. O ano de 2017 foi um marco para o órgão: os técnicos do INPI analisaram o maior volume de marcas e patentes, em um período de 12 meses, na história do órgão.
       O INPI reduziu, em 2017, o estoque de pedidos pendentes de exame (backlog) nas áreas de patentes, marcas e desenhos industriais. A queda foi de 7,6% em patentes, 14,9% em marcas e 26% em DI. Nos últimos 3 anos, a produtividade dos exames do instituto alcançou patamares recordes, tendo chegado a 55 decisões/examinador/ano em 2017.
        Na área de patentes, o backlog diminuiu de 243.820 (em 2016) para 225.115 em 2017. Em marcas, o backlog caiu de 421.941 (em 2016) para 358.776. Em relação aos desenhos industriais, o backlog passou de 12.555 em 2016 para 9.288 no ano passado.
Nomeações
        Com apoio do MDIC, a redução do backlog foi resultado da nomeação de 210 servidores concursados nos últimos dois anos (o que ampliou o quadro de pessoal do INPI em cerca de 25%), das medidas de otimização de procedimentos internos e das melhorias nos sistemas eletrônicos do Instituto, entre outros aspectos.
          A partir destas medidas, o INPI conseguiu ampliar sua produção, fechando o ano de 2017 com mais decisões do que pedidos nestas três áreas, o que levou à queda do backlog.

Municípios assinam Termo da Agricultura Familiar

         “Os equipamentos de modernização da Central de Recebimento de Produtos da Agricultura Familiar são um sonho para muitos municípios e vêm melhorar a dinâmica de recebimento e distribuição dos alimentos plantados pelos pequenos produtores. Desde o nosso chamamento na semana passada, os secretários têm comparecido à secretaria para a entrega da documentação”, argumentou a titular da Secretaria Estadual do Trabalho e Assistência Social (Setas), Patrícia do Amaral.

             A fala secretária diz respeito ao prazo de adesão do Termo de Aceite para a aquisição, por parte dos municípios, dos aparelhos que irão ficar nas feiras ou centrais de distribuição de cada cidade. Entre os equipamentos estão balanças, freezers, tendas, entre outros. O prazo encerra dia 31 de janeiro.
          "Entendemos o que esses materiais representarão para o nosso município, por isso viemos assinar o Termo de Aceite antes do final do mês", afirmou a secretária da Assistência Social de Aragominas, Rosângela Pereira. Além dessa cidade, os representantes dos municípios de São Sebastião do Tocantins, Buriti do Tocantins, Ananás e Maurilândia também compareceram na manhã desta quarta-feira, 24, para assinarem o termo.

Formulário
           As cidades interessadas devem preencher o formulário do Termo clicando neste  link,providenciar a documentação necessária e, em seguida, entregá-la na Setas, em Palmas. Os termos serão aceitos até o dia 31 de janeiro deste ano.
Centrais de distribuição de alimentos
         As centrais de Distribuição de Alimentos da Agricultura Familiar ou Central de Abastecimento são espaços para recebimento e entrega dos produtos provenientes da agricultura familiar. Esses locais têm como objetivo principal armazenar em condições adequadas os alimentos e conservá-los, evitando assim o desperdício.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Jucetins apresenta números positivos na abertura de empresas tocantinenses em 2017 e define metas para 2018

         A Junta Comercial do Tocantins, mesmo em um ano de crise financeira em todo o país, superou as metas de registro e abertura de empresas em 2017. Isso mostra que o Tocantins continua alavancando no meio empresarial, apesar das dificuldades que o Brasil vem passando. Foram 13.800 empresas devidamente constituídas e registradas no último, números que superaram 2015 e 2016. Os atendimentos também tiveram um registro positivo, foram 42.580 atendimentos entre processos físicos e digitais.  

        E o sistema Simplifica Tocantins, o programa que vem acelerando e desburocratizando o empreendedorismo tocantinense, já esta implantado em 101 municípios do Estado. O Simplifica teve grandes adesões em 2017: Secretaria Estadual de Fazenda (SEFAZ), Ordem dos Advogados do Brasil Secção Tocantins (OAB-TO), Naturatins e Secretaria de Segurança Pública (SSP-TO). Os demais órgãos implantados em 2016 como Bombeiros e Vigilância Sanitária, foram visitados para suporte e ajustes, para expansão do projeto nas demais regionais do interior.
       Em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) mais de 200 técnicos responsáveis pela emissão de alvarás foram capacitados, o curso foi itinerante e os municípios de Araguaína, Araguatins, Dianópolis, Guaraí, Gurupi, Paraíso, Porto Nacional foram os polos para estas capacitações.
Metas para 2018
        Um dos principais objetivos da Jucetins é implantar o Programa Simplifica nos 38 municípios que ainda não trabalham com o sistema, abrangendo todo o Estado. Novas parceiras também serão feitas para acesso aos dados após assinatura de termo de cooperação técnica, como já acontece com Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE) e Ministério Público do Estado do Tocantins (MPE).
       Outra novidade é o agendamento de capacitação que acontecerá durante todo o ano. Cada município poderá agendar, para os servidores que trabalham com o Portal Simplifica sanarem suas dúvidas e participar de treinamentos na sede da Jucetins. O objetivo é reduzir o tempo de analises e consultas municipais, agilizando o processo.
       A integração dos sistemas nas maiores cidades do estado também é uma das melhorias que acontecerão em 2018, isso auxiliará no compartilhamento de informações, com mais agilidade e sem duplicidade ou uso de material impresso.
        Pleitear Fóruns nacionais para o nosso estado também esta dentre as metas do corrente ano. A busca em sedear o Fórum Brasil Bem Mais Simples, também de cunho nacional, está em tramite, em parceria com o Sebrae.
            Continuar superando os desafios, impulsionar o empreendedorismo e a economia tocantinense, estas são as metas da Junta Comercial do Tocantins para 2018.

Supersafra faz Tocantins ter o maior volume de exportações já registrado

Balanço do Ministério do Comércio Exterior aponta crescimento de 50% nas vendas para o exterior. A safra de soja e a demanda da China pelo produto foram as grandes responsáveis pelo recorde.



          O Tocantins teve o maior volume de exportações já registrado em 2017. Os dados do balanço final para o ano foram divulgados pelo Ministério do Comércio Exterior e apontam um crescimento de mais de 50% em relação a 2016. Foram vendidos US$ 951 milhões em produtos do Tocantins a outros países ao longo do ano. A China segue sendo a maior cliente, levando quase 60% do total.
       A supersafra de soja associada ao apetite dos chineses pelo produto é a principal responsável pelo resultado. 79% de todas as exportações do estado estão ligadas a soja, seguidas da carne congelada e do milho. A série histórica começou em 2000 e o melhor resultado até então era para 2015 com US$ 901 milhões, já que em 2016 a crise econômica e problemas climáticos prejudicaram a safra.
         Outra mudança importante foi nas importações, que não bateram recordes, mas tiveram crescimento de 84% com relação a 2016. O óleo diesel, usado como combustível para veículos de carga assumiu a liderança no ranking de produtos mais comprados pelo Tocantins no exterior. Especialistas explicaram que o resultado tem relação com o funcionamento de novos modais de logística e também com a mudança na política de preços da Petrobras.
        Os resultados de 2018 vão depender do volume de chuvas até o meio do ano e da produtividade da safra. A economia do Tocantins é fortemente ligada ao agronegócio e os resultados da balança comercial normalmente acompanham os indicadores do setor.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Refis 2018 Estadual dará desconto de até 90% nos juros e multas para contribuintes e empresas


            A oportunidade de quitar ou renegociar débitos tributários com a Receita Estadual ocorrerá, neste ano, entre os dias 15 de janeiro e 2 de março, por meio do Programa de Recuperação de Créditos Fiscais (Refis), promovido pelo Governo do Tocantins. O lançamento do Programa ocorrerá na segunda-feira, 15, às 14 horas, na sala de reuniões do Palácio Araguaia, com a presença da governadora em exercício, Claudia Lelis. Entre os débitos tributários que poderão ser renegociados estão o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Imposto sobre Transmissão Causa Mortis ou Doação (ITCD); e entre os não tributários estão os débitos do Procon, multas do Naturatins e da Agência Tocantinense de Regulação (ATR), dentre outras.

          A medida prevê a redução de multas e juros, inclusive de caráter moratório, de até 90% de desconto nos pagamentos à vista. O benefício será estendido para pessoas físicas e jurídicas que possuam débitos com a Fazenda Pública. “Para o pagamento à vista dos débitos tributários, o contribuinte pode ter até 90% de redução sobre multas e juros. Já para os débitos não tributários, o desconto será, somente sobre os juros, de até 90%. Em caso de parcelamento, o desconto poderá ser de até 85%, podendo ser dividido em até 120 parcelas mensais iguais e sucessivas, com exceção da primeira parcela que terá valor diferenciado conforme cálculos da Secretaria de Estado da Fazenda”, explicou o diretor de Cobrança e Recuperação de Créditos Fiscais da Sefaz, Fabrício Paraguassu Ferreira.
           “Não há um valor mínimo a ser parcelado, o que existe é o valor da parcela mínima. Para a Pessoa Jurídica, a parcela não pode ser inferior a R$ 400, já para a Pessoa Física, o menor valor da prestação é de R$ 200. Sendo que no parcelamento há a necessidade de pagar 15% de entrada do total devedor. É importante frisar, que o Refis vai abranger os débitos, cujo fato gerador ou atos infracionais sejam de até 30 de junho de 2017”, complementou Fabrício Paraguassu.
              O último Refis realizado pelo Governo do Tocantins ocorreu em novembro de 2016 e arrecadou em torno de R$ 26 milhões à vista e cerca de R$ 90 milhões parcelados. O diretor da Sefaz ressaltou, no entanto, que a regra mudou e quem não aderir ao Refis deste ano, só terá uma nova oportunidade daqui a 4 anos. “Houve uma mudança de entendimento do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para as regras de realização do Refis. A medida buscou igualar as normas dos programas de recuperação de créditos fiscais nas unidades da Federação e a principal regra é que os Refis só poderão ser feitos a cada quatro anos”, lembrou.
              A previsão de receita do Governo do Tocantins com a realização do Refis é de arrecadar R$ 50 milhões de pagamentos à vista e R$ 150 milhões parcelados. “O Refis busca atender tanto pessoas físicas, quanto jurídicas. A pessoa física, por exemplo, pode procurar as unidades da Sefaz para parcelamento do IPVA. Mas é preciso lembrar que o parcelamento do imposto vai até 12 vezes, sendo que a última parcela do IPVA não pode ultrapassar o mês de dezembro deste ano”, frisou.
              De acordo com o diretor da Sefaz, os contribuintes e as empresas que aderirem ao Refis devem ficar atentos a algumas normas. “A lei prever que com três parcelas consecutivas ou alternadas atrasadas haverá o cancelamento do acordo feito por meio do Refis. E, em um próximo parcelamento, ele vai ter que pagar 25% de entrada e parcelar o saldo em, no máximo, 36 vezes”, pontuou.
             Atualmente, o Estado tem inscrito em dívida ativa cerca de R$ 3 bilhões. “A gente está tentando, por meio de protesto e execução extrajudicial e judicial, fazer com que o Governo possa recuperar o maior valor possível dos créditos inscritos. O Refis também é uma forma de arrecadar esses valores para os cofres públicos do Estado”, disse Fabrício Paraguassu.
Refis beneficiará municípios
           Conforme explicou Fabrício Paraguassu, não apenas o Executivo ganha com a proposta do Refis, como também os municípios do Estado, já que parte dos valores arrecadados com o IPVA e ICMS são destinadas às prefeituras. “O débito não tributário já é vinculado à entidade da origem do débito. Por exemplo, o valor da dívida que as empresas ou contribuintes têm com o Procon vai para um fundo específico do órgão, que faz a gestão desse recurso. Já no caso do IPVA, 50% do valor arrecadado vai para o município e 50% fica com o Estado. Em relação ao ICMS, 25% vai para os municípios e 75% são destinados para o Governo estadual”, pontuou.
Onde procurar para aderir ao Refis
        Os interessados em aderir ao Refis devem procurar as unidades de atendimento da Sefaz em Palmas ou no interior do Estado. A lista com os endereços e telefones dos locais está disponível no site www.sefaz.to.gov.br/institucional/delegacias-regionais. Para mais informações ou esclarecimento de dúvidas sobre o Refis, o contribuinte pode  entrar em contato pelo telefone 63 3218-2359.
Estratégia de Divulgação
          A Sefaz, em parceria com a Secretaria de Estado da Comunicação Social (Secom), prepara uma série de ações para uma ampla divulgação do Refis 2018. A estratégia preve contato com as principais federações classistas da área da indústria e do comércio; contato com as prefeituras; divulgação nas redes sociais, nos sites institucionais do Governo, cartazes fixados em locais de grande fluxo de contribuintes e veiculação de spots nas emissoras de rádio comunitárias, além de mídia espontânea na imprensa

A força das marcas e a experiência do consumidor são os temas principais no primeiro dia da NRF 2018

            A 107º edição da NRF Big Show começou neste domingo e já foi marcada por grandes palestras. O CEO da Macy’s, maior loja de varejo do mundo, Terry Lundgren, foi responsável por dar as boas-vindas ao público do maior evento mundial do varejo, que este ano conta com 35 mil inscritos.

        O grande destaque do dia foi o presidente da LEVI’S, Jales Curleigh, que chegou ao auditório principal do evento de bicicleta. Ele contou como a empresa de 150 anos continua a se transformar mesmo com o passar do tempo. “A velocidade com que as coisas acontecem hoje em dia deve ser um grande estímulo para aprimorar e gerar novos negócios”, destacou o presidente da empresa líder mundial em jeans.
          O domingo também foi marcado por palestras sobre como construir marcas fortes e transformar a experiência do consumidor, além de painéis comandados pelos brasileiros Alberto Serrentino e Marcos Gouvêa de Souza.
Fonte: CNDL

Projeto da hidrovia do Rio Tocantins começa a virar realidade depois de parceria com Porto de Amsterdã

              Essa quinta-feira, 11, foi decisiva para o início da efetivação de um projeto antigo para fortalecer a economia do Tocantins. Durante reunião com executivos do Porto de Amsterdã, na Holanda, o Governador Marcelo Miranda deu mais um passo para que a  hidrovia no Rio Tocantins, importante para o Estado e a região Norte do Brasil se concretize.

         “Primeiramente devemos deixar claro que o trabalho da equipe de governo e com o apoio da embaixada do Brasil na Holanda, na pessoa da embaixadora Regina Dunlop, fortaleceu uma discussão mais ampla sobre esse projeto. Hoje, estamos certos que o que apresentamos aos diretores do Porto de Amsterdã foi importante para eles. Tanto é que já nos foi solicitado um trabalho para que se possa planejar a ida de uma equipe holandesa ao Tocantins. Isso nos certifica de que o projeto é de interesse dos representantes do Porto. Consequentemente, a discussão da hidrovia, já podemos dizer que a discussão da hidrovia é real e não ficará só no papel. Eu estou muito satisfeito, não só pelo dia de hoje, mas com o desenrolar dos procedimentos que serão tomados a partir de agora para que possamos concretizar uma discussão que já vem há muitos anos”, comemorou Marcelo Miranda.
           O projeto de parceria com o Porto de Amsterdã teve início na primeira visita que o governador fez à Holanda há cerca de dois meses. O objetivo era buscar parcerias de empresas que tenham know how e experiência na área portuária e de navegação fluvial, para otimizar e trazer capacidade tecnológica e investimento financeiro para projeto de hidrovia do Tocantins.

          O Porto de Amsterdã é quem operacionaliza grande parte das hidrovias fluviais na Europa. Então, ele não só é a porta de entrada dos navios que vem do oceano, mas principalmente é responsável pela distribuição, em barcaças por meio do Rio Reno, de toda essa mercadoria pela Europa. É essa experiência que Tocantins foi buscar na Holanda, já na primeira visita ao país.
         “Essa hidrovia se constitui em mais um modal de transporte de toda a produção de carne, grãos e processados do Tocantins. A importância é exatamente termos um modal a mais para que o custo de transporte, que em última análise tem um peso significativo na exportação, possa ser reduzido. Quer pela característica do modal hidroviário, que é mais barato, quer pela competitividade que ele vai produzir em relação aos modais rodoviário e ferroviário hoje existentes em nosso Estado”, Destacou o secretário de Estado do Desenvolvimento, Alexandro de Castro, ressaltando que “o protocolo foi muito bem aceito, foi validado e a manifestação do Porto foi positiva no sentido de assiná-lo, inclusive se comprometendo a fazê-lo nas próximas semanas”.
Protocolo de Intenções
        O Protocolo de Intenções caracteriza-se por dois aspectos básicos. O primeiro é a obrigação de o Tocantins viabilizar que a legislação seja cumprida no tempo apropriado para os investimentos. Além de negociar com o Governo Federal as questões legais a respeito de projetos dessa grandeza.
       O segundo aspecto diz respeito ao Porto de Amsterdã com o apoio técnico e operacional com a experiência, a capacidade gerencial e de planejamento para que seja colocado em curso o projeto de finalização do Porto de Praia Norte, inclusive com a participação da iniciativa privada.

        A primeira etapa seria antes da derrocada do Pedral do Lourenço - formação natural no Estado do Pará que impede a navegação no Rio Tocantins nos 12 meses do ano - e outra após a conclusão dessa obra.
        Em 2017, o Governo Federal interveio para agilizar o processo de licenciamento ambiental para a obra de derrocamento do Pedral do Lourenço. A previsão é de que os serviços comecem no segundo semestre deste ano.
        O Governo do Tocantins já terminou as obras que eram de sua responsabilidade no Porto de Praia Norte. Agora, cabe ao concessionário autorizado concluir as obras que cabem a ele.
         A segunda etapa da parceria é a construção das eclusas nas barragens ao longo do Rio Tocantins.

       O diretor geral do Porto de Amsterdã, Gert-Jan Nieuwenhuizen, informou que tão logo terminou a primeira reunião com o Governador Marcelo Miranda há dois meses, uma equipe técnica iniciou uma pesquisa sobre o Estado do Tocantins. “Acordamos que faríamos uma pesquisa para verificar se daríamos o apoio. Nosso parecer é bastante positivo. Um projeto complexo, mas viável pelo fluxo de mercadoria, até para a Holanda. O motivo principal para assinarmos esse protocolo de intenções é que temos confiança no governo e confiança em nossa experiência.
       Ao final da reunião, que também contou com a presença  do diretor de operações do Porto de Amsterdã, Gem Beemsterboer e da embaixadora do Brasil na Holanda, Regina Dunlop, a comitiva do Tocantins foi convidada a visitar a SHIP – Sluis Haven Informatie Punt, na cidade de Pijmuiden. É lá que estão as três eclusas administradas pelo Porto de Amsterdã em funcionamento na Holanda, além de mais uma em construção. São por essas eclusas que os navios que vem do oceano entram no país e, pelas hidrovias fluviais, chegam aos portos.
       A primeira eclusa foi construída ainda em 1877. A obra da quarta eclusa tem um custo de construção e manutenção, durante 25 anos, de 800 milhões de euros e ficará pronta em três anos.
 
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